Vida Nova

Abril!!

Sente-se já um cheiro a cravos, um espairecer da alma por um além sem fim como se fosse uma gaivota a esvoaçar sobre ondas de maresia…

Estamos a falar da liberdade, certo. Cravos e gaivotas fazem-nos recuar 50 anos atrás. Fazem parte das memórias de abril e que não se apagam. Mas … o que é a liberdade? Ninguém quer que sejam apenas cantigas.

A liberdade mais verdadeira é aquela que cada um constrói e, por isso, é uma liberdade interior que se expressa num estilo de vida. Que lhe pertence. O cardeal José Tolentino Mendonça, numa das quaresmas, teve estas interrogações num texto belíssimo que escreveu. “Sentimo-nos livres, mas até que ponto experimentamos de facto a liberdade interior? Até onde somos livres? Quais são as nossas amarras? O que é que nos prende? O que é que nos sequestra? Que desprendimento, que gratuidade nós somos capazes de experimentar?

Quem cantou, quem lutou pela liberdade de um povo foi alguém com ideal altruísta, empenhado numa causa nobre. Mas as escravidões, as de hoje, não terminaram e têm muitos nomes. Escravidões que criam uma desvitalização interior, uma perda de ânimo.

A Páscoa que há pouco celebrámos, mostra-nos um Jesus que deu a vida por amor e que nos aponta o caminho da verdadeira liberdade para uma vida nova com a RESSURREIÇÃO!